sábado, 5 de maio de 2007

Momento Ano Novo

Ou "Momento 05 de Maio", ou "Mais Uma Vez Drummond"

Um registro: agora, menos de duas horas após o raiar de mais um único 05 de maio que se inicia, me veio um poeminha do Drummond na lembrança e que vale mesmo a pena lembrar e relembrar - a tal "Receita de Ano Novo". Pensando nisso, não é clichê dizer que completar mais um ano de vida é começar um ano novo, mas não de novo. Aniversários são legais porque lembram que a gente fica mais velho a cada ano que se passa, mas é uma pena que sejam só uma vez no ano, e não todo dia. Porque aí a gente não se lembra que cada dia faz o outro aniversário chegar mais perto e de que o acúmulo dos dias formam as semanas, os meses, os anos. E aí a gente se esquece de aproveitar os dias e ao olhar pra trás no completar de mais um ano, vê que a soma de cada uma dessas pequenas unidades de 24 horas viraram uma montanha 365 vezes maior que no ano anterior. Se bem vividas, pois bem, mas se nem tanto, todo dia é 1° de janeiro. Ou 05 de maio. Por isso vale lembrar o que Drummond bem disse na última estrofe do poeminha:
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Na roda-viva do mundo


Essa aqui foi pra minha última aula de Jornalismo Opinativo. Achei tão bacaninha que resolvi postar

Quantas vezes você parou para ver como o sol estava brilhando no céu azul de hoje? Ou, a quantas pessoas deu um "bom-dia!" com um sorriso no rosto? Ou ainda, quantos filmes você assistiu nas últimas três semanas? Não estranhe e nem se envergonhe se sua resposta for "nenhuma das alternativas acima" para as coisas que tenha feito. Afinal, quem vos fala aqui também é uma vítima dessa doença moderna que é a pressa. E isso vai muito além de ficar trancafiado em um escritório iluminado com lâmpadas fluorescentes, passar pelos colegas dizendo bom-dia com um copo de café na mão (numa velocidade incrível para sua mesa, porque o dia começa e é preciso trabalhar!) ou adiar aquela sessão de cinema com os amigos por meses.

A pressa é um problema de saúde pública. É uma falha na constituição da cultura do mundo moderno, que premia quem consegue produzir cada vez mais em um espaço de tempo cada vez menor. A lógica da divisão social do trabalho tomou conta da vida familiar e individual do homem moderno, gerando o estresse em todas as áreas. Todos têm pressa, mas é preciso ter sempre em mente que ninguém é insubstituível. Se alguém, visando maximizar a sua produção, sacrifica sua saúde mental e emocional a ponto de sofrer da "síndrome de burn-out", pode se considerar quase no fim da linha. Diretamente relacionada à pressa e ao estresse profissional, esta síndrome é "definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho. É caracterizada pela ausência de motivação ou desinteresse; mal estar interno ou insatisfação ocupacional que parece prejudicar, em maior ou menor grau, a atuação profissional de alguma categoria ou grupo profissional", de acordo com o médico psiquiatra e ex-professor da faculdade de Medicina da PUC de Campinas, Geraldo José Ballone.

Para o médico, o "desacelerar" é uma escolha individual que deve ser priorizada para se evitar conseqüências mais sérias, como a depressão: "de qualquer forma, a pessoa que vive o estresse deve ter sempre em mente uma meta a ser conquistada e que diga respeito às mudanças de hábitos para uma vida mais sadia". Hoje já há movimentos que privilegiam o ritmo "slow" de ser. Em oposição à cultura dos fast-foods celebrada por McDonalds e similares, os italianos criaram o Slow Food e o Città Slow, cujo mote é mais vagarosidade no comer e no viver. Há também o japonês Clube da Preguiça e até uma conferência anual da Sociedade para a Desaceleração do Tempo, que acontece na cidade austríaca de Wagrain. Lá, a palavra de ordem é a alemã eigenzeit (tempo próprio).

Aderir a um destes "programas" adaptando-os para a forma como se vive no Brasil seria o ideal, apesar de que isso nem sempre é possível, porque, como sabemos, a história por aqui é um pouco diferente. Mas o professor Ballone ainda deixa uma dica (principalmente para quem não pode ir à Itália ou aos Alpes Suíços para participar dos slow movements): nada melhor para se desestressar do que fazer uma atividade física. "Exercício acaba por diminuir as tensões emocionais acumuladas, melhora a auto-estima e afasta o pensamento obsessivo da pessoa para as questões vivenciais estressoras". Mas é importante que cada pessoa faça seu eigenzeit, senão a academia pode se tornar mais um fator de estresse (...e ter o efeito contrário!).

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Se conselho fosse bom...

Dar uma de irresponsável e tirar onda de blasé parece muito bonito em filme de artista pop cheiradão, mas simplesmente não funciona na vida real. Mesmo. Então, crianças, não vão tentar fazer isso em casa e muito menos na faculdade, hein? Melhor me escutar porque, acreditem, eu SEI realmente do que estou falando. E olha, o gostinho não é muito legal não.

domingo, 15 de abril de 2007

Eu, embasbacada

Fiquei encabulada com uns pirralhim de 13,14 anos tocando ontem. Tem gente que parece que já nasce com rock na veia e sai brincando de dar palhetada ao invés de brincar de carrinho. Quer dizer, de carrinho, não. Jogando Tony Hawk e surfando na net - porque carrinho é do pessoal da minha época. (!)
Ah, e detalhe: não é só o negócio de fazer arranjo bacaninha não. Tipo, a presença de palco tava de tirar o chapéu, coisa de adulto mesmo. Além do mais, convenhamos: o que vai ter de gatinha correndo atrás quando esse pessoal tiver uns 17, 18...
O sábado foi bacana também porque, mesmo apesar de eu não ter ido no MIH e tampouco no Sociedad na sexta, deu pra sair um pouco da deprê que dá ficar só mexendo com projeto de monografia e essas cositas más. Rock é catarse. O povo (e estanhamente eu) fica até mais bacaño (!) depois de uma ou duas músicas.